7 de março de 1808 - A chega da da Família Real Portuguesa
A vinda da corte portuguesa para o Brasil foi um acontecimento histórico da máxima importância para o desenvolvimento do país, particularmente para o Rio de Janeiro. De simples cidadezinha colonial, o Rio passaria a sede da monarquia lusitana. Dom João desembarcou em Salvador em 22 de janeiro de 1808 e de lá já abriu os portos do Brasil aos países amigos, permitindo que os navios estrangeiros comercializassem livremente nos portos brasileiros.
O desembarque da família real no Rio de Janeiro, no dia 7 de março, causou grande alvoroço na população, e eram muitos os que queriam ver a comitiva de perto. Os nobres seguiram em cortejo pelas ruas atapetadas de folhagem.
O Paço Imperial tornou-se residência oficial da família real. Sem palácios que os abrigassem, os milhares de nobres ocuparam as melhores casas da cidade, e nesse sentido eram colocados nas portas das casas editais com as iniciais PR (príncipe regente), que o povo traduzia como "ponha-se na rua".
Para sanear os pântanos e incrementar a construção de residências, o governo cederia terrenos nos mangues, logo além do Campo de Santana, a quantos se comprometessem a aterrá-los e nos mesmos levantar edificações à própria custa, nascendo assim a Cidade Nova.
Um rico negociante português, Antonio Elias Lopes, doaria sua chácara de São Cristóvão a D. João, que logo a preferiu como moradia ao Paço Imperial.
Durante os treze anos de sua estadia no Brasil, dom João criou diversas instituições culturais e educacionais, como a Biblioteca Nacional, o Jardim Botânico, o Real Gabinete Português de Leitura, o Teatro São João (atual Teatro João Caetano), a Imprensa Nacional e o Museu Nacional, dentre outros.
Dom João retorna a Lisboa
A 26 de abril de 1821, Dom João retornava a Lisboa e deixando como regente o Príncipe dom Pedro, aclamado Imperador Constitucional do Brasil a 12 de outubro de 1822. No dia 7 de setembro, nas margens do Rio Ipiranga, depois de receber uma mensagem com ordem para regressar a Portugal, Dom Pedro declara a Independência do Brasil. Porém a independência do Brasil não ocorreu em todas as províncias, que ainda dominadas por portugueses lutaram até 1823.
D. Pedro abdica em 1831 passando o país a ser governado por uma regência até a coroação de D. Pedro II.
Fonte: Jornal do Brasil
"Se eu não fosse imperador, desejaria ser professor. Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro." D. Pedro ll
quarta-feira, 7 de março de 2012
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
29 de fevereiro: Um ano de vez em quando
Vale a pena reparar
na singularidade cíclica
de fevereiro.
Toda vez
que o cardinal do ano
é divisível por 4,
o mês de fevereiro
se enriquece de um dia,
fica cismando, até,
que pode chegar a 30,
quem sabe se, caprichando, vai até 31, mas qual: o gás é fraco, e fevereiro só repete a façanha daí a quatro anos, tempo que, antigamente, dava para renovar as caras na presidência das repúblicas". Drummond de Andrade
Na sua origem, o ano bissexto é bastante explícito: um ajuste entre o calendário convencional e o tempo de translação da Terra em volta do Sol, o que faz com que o nascer no dia 29 de fevereiro aconteça de quatro em quatro anos. Mas esta peculiaridade fica também a mercê de suposições, superstições e crendices. Muitas histórias lhe são atribuídas, sem que se saiba ao certo de onde (e como) se originaram.
A edição do Jornal do Brasil de 29 de fevereiro de 1972, 18º ano bissexto do século XX, resgatou a história de uma curiosa tradição: o Dia da Maria Cebola, popularizado pelas histórias do Ferdinando, personagem dos quadrinhos do norte-americano Al Capp. Neste dia é permitido a toda mulher conquistar o homem amado. Qualquer ataque é consentido: da conquista mais sutil à perseguição mais despudorada. A referência histórica que se tem sobre este costume remete ao ano de 1288. Uma lei promulgada na Escócia estabelecia e ordenava que durante o ano bissexto, moças e senhoras de alta ou baixa situação financeira teriam a liberdade de escolher o homem do seu agrado para casar-se. Se este se recusasse a tomá-la como legítima esposa seria multado de acordo com as suas posses. Anos depois, uma lei semelhante seria formalizada na França, e no século XV, o costume seria legalizado em Gênova e Florença.
FONTE: Jornal do Brasil
A edição do Jornal do Brasil de 29 de fevereiro de 1972, 18º ano bissexto do século XX, resgatou a história de uma curiosa tradição: o Dia da Maria Cebola, popularizado pelas histórias do Ferdinando, personagem dos quadrinhos do norte-americano Al Capp. Neste dia é permitido a toda mulher conquistar o homem amado. Qualquer ataque é consentido: da conquista mais sutil à perseguição mais despudorada. A referência histórica que se tem sobre este costume remete ao ano de 1288. Uma lei promulgada na Escócia estabelecia e ordenava que durante o ano bissexto, moças e senhoras de alta ou baixa situação financeira teriam a liberdade de escolher o homem do seu agrado para casar-se. Se este se recusasse a tomá-la como legítima esposa seria multado de acordo com as suas posses. Anos depois, uma lei semelhante seria formalizada na França, e no século XV, o costume seria legalizado em Gênova e Florença.
FONTE: Jornal do Brasil
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
PLANO DE AULA: Sociedade e cultura na Mesoamérica: a Civilização Maia
Olá professores e seguidores do blog! Segue um plano de aula da revista escola e da Veja na sala de Aula sobre os povos pré colombianos, tema do 7º ano do Ensino Fundamental, especificamente da civilização maia, que chama a atenção de todos para os mitos do "fim do mundo".
Diante das profecias sobre o fim do mundo em 2012, que tal trabalhar a origem, os costumes e os principais legados da civilização Maia com os alunos?
Objetivos- Apresentar as principais características da civilização Maia, a sua importância e principais realizações.
- Refletir sobre a importância dessa civilização e seu legado cultural, enfatizando como o calendário e as profecias maias ainda permeiam o imaginário da sociedade contemporânea.
Conteúdos- História da América.
- Civilização Maia.
Tempo estimadoTrês aulas
Material necessário- Mapa da América pré-colombiana, disponível em http://abr.io/1mpcou em http://abr.io/1mpm
- Imagem do deus maia Yum Kaax, disponível em http://abr.io/1mqA
- Imagens das pirâmides maias, disponíveis na reportagem de Veja.com ou em http://abr.io/1mqG
- Imagem do sistema de numeração maia em http://abr.io/1mqY
- Calendário maia, disponível em http://abr.io/1mqc
- Cenas do filme “Apocalypto”, disponíveis em http://abr.io/1mqe
- Cópias da reportagem “Queda da civilização maia foi causada por causada por leve seca”, publicada em Veja.com, para todos os alunos (disponível em http://abr.io/1mq3).
- Charge do calendário maia, em http://abr.io/1mqo
- Computador com acesso à internet ou aparelho de televisão com DVD para exibir as cenas do filme.
Desenvolvimento
1ª aulaExplique que nesta e nas próximas aulas vocês irão discutir a civilização Maia, sua importância e principais realizações. Pergunte aos alunos o que eles sabem sobre este povo e, com base nas respostas, informe que muito antes da chegada dos colonizadores europeus no continente Americano, no final do século 15, o território já era habitado por diferentes povos indígenas, cuja diversidade cultural – língua, costumes e tradições – refletiram no modo de organização econômica, social e política. Explique que os Maias habitavam a península de Yucatán, na América Central.
Mostre o mapa da América pré-colombiana e indique a localização da civilização. Depois, explique à turma que as origens dessa civilização remontam ao ano 300 e que o seu apogeu deu-se entre os séculos 6 e 8.
Reflita que, diferentemente dos Incas e dos Astecas, os Maias não constituíram um império unificado, uma vez que os centros cerimoniais nunca se uniram sob um governo único – eles se organizavam em cidades-estado independentes. Quando os povos das cidades-estado entravam em guerra, a cidade derrotada era controlada pela cidade vitoriosa.
Prossiga em sua aula expositiva e conte que a base econômica da civilização Maia era a agricultura, sendo o milho o principal componente da dieta alimentar. Trabalhe a imagem da estatueta que representa o deus Yum Kaax (o deus do milho, da natureza e da agricultura) e mostre para os alunos como a religiosidade permeava toda a vida dos ameríndios da península do Yucatán, no México. Mostre, também, imagens das pirâmides maias (você pode distribuir as cópias da reportagem de Veja aos alunos neste momento) e dos templos para a realização de rituais religiosos. Seus alunos já viram estas pirâmides antes?
Com base nas respostas, discuta a composição da sociedade maia e explique que era formada por três camadas: a elite, composta por sacerdotes, governantes e chefes militares; a camada intermediária dos escribas, pintores e escultores; e a camada inferior, formada por camponeses e artesãos. Destaque que na construção tanto das pirâmides maias, como nos palácios e observatórios astronômicos eram utilizadas mão de obra camponesa e artesã. Relativize também o papel da mulher nessa sociedade, uma vez que os laços matrimoniais ajudavam a selar alianças entre diferentes povos maias.
2ª aulaRetome os conteúdos trabalhados na aula anterior sobre os principais feitos dos Maias (construções, templos e esculturas), destacando a escrita, o sistema de numeração e o calendário. Uma das principais fontes escritas deixadas pelos Maias foram os códices – espécies de livros produzidos com material orgânico, fibra vegetal, como folhas e cascas de árvores e outros materiais. A escrita maia também foi chamada de hieróglifo, pela aparente semelhança com a escrita egípcia, com seus desenhos e símbolos. Porém, ressalte que ambas não possuem nenhuma relação entre si.
Explique que além dos códices, foram encontrados escritos maias em placas de pedras, paredes de construções e em cerâmicas. Apesar dos “hieróglifos” maias ainda não terem sido totalmente decifrados, foi possível entender parte de sua história, seu sistema de numeração, originado através da contagem dos dedos dos pés e das mãos; seu conhecimento astrológico, que permitiu o desenvolvimento de um complexo calendário, a partir do qual foram feitas inúmeras profecias.
Em seguida, mostre aos alunos a imagem do calendário maia e discuta com eles como, naquela época, esse povo foi capaz de calcular os dias e os anos com uma exatidão muito próxima aos dias de hoje. Discorra sobre os calendários utilizados pelos sacerdotes maias, o religioso com 260 dias, e o civil, com 365 dias. Destaque que uma nova era iniciava-se a cada 52 anos, quando os dois calendários coincidiam. E em comemoração a essa nova era, novos templos eram construídos sobre os antigos.
Conte que para a civilização Maia o tempo era cíclico. Reflita com os alunos como essa percepção cíclica do tempo tem relação com o temor constante de que o mundo fosse acabar e, portanto, como a função do sacerdote era importante para calcular os eventos futuros.
Para finalizar, selecione cenas do filme “Apocalypto” e aprofunde a discussão sobre a questão dos sacrifícios realizados aos deuses – necessários para a sobrevivência dos mesmos e da própria população –, sobre as profecias maias e sobre a influência dos calendários e da religiosidade na vida cotidiana desse povo.
3ª aulaPeça aos alunos que peguem suas cópias da reportagem de Veja.com e proponha uma leitura coletiva do texto. Com base na reportagem, discuta como eventos de origem natural contribuíram para a queda da civilização Maia. Uma sugestão de encaminhamento da discussão é relacionar as informações apresentadas aos problemas ambientais que afligem a humanidade atualmente (aquecimento global, intempéries climáticas etc.), questionando o porquê de profecias do fim do mundo, como a Maia, ainda possuírem tanta força no imaginário atual.
Retome as diferentes perspectivas de tempo entre a nossa civilização e a Maia, uma linear, a outra cíclica, e demonstre como as duas percepções estabelecem visões diferentes sobre o fim do mundo. Depois, apresente aos alunos a charge do calendário Maia, disponível em http://abr.io/1mqo.
Em seguida, organize grupos de no máximo quatro pessoas e peça que discutam entre si como a nossa interpretação atual sobre as profecias podem estar mais relacionadas aos nossos medos contemporâneos, do que aos medos da civilização Maia.
Finalize solicitando a cada grupo que redija um texto argumentativo, enumerando as principais características da civilização estudada, destacando a influência da cultura maia na atualidade.
Avaliação
Durante as aulas, sobretudo nos momentos de discussão e reflexão propostos, atente para a participação dos alunos e verifique se os conteúdos foram apreendidos. O debate em grupo e os textos entregues ao fim da terceira aula devem mostrar se todos compreenderam as principais características da civilização Maia, a sua importância, principais realizações e como o seu legado cultural ainda permeia o imaginário da sociedade atual.
Diante das profecias sobre o fim do mundo em 2012, que tal trabalhar a origem, os costumes e os principais legados da civilização Maia com os alunos?
Objetivos- Apresentar as principais características da civilização Maia, a sua importância e principais realizações.
- Refletir sobre a importância dessa civilização e seu legado cultural, enfatizando como o calendário e as profecias maias ainda permeiam o imaginário da sociedade contemporânea.
- Civilização Maia.
Tempo estimadoTrês aulas
Material necessário- Mapa da América pré-colombiana, disponível em http://abr.io/1mpcou em http://abr.io/1mpm
- Imagem do deus maia Yum Kaax, disponível em http://abr.io/1mqA
- Imagens das pirâmides maias, disponíveis na reportagem de Veja.com ou em http://abr.io/1mqG
- Imagem do sistema de numeração maia em http://abr.io/1mqY
- Calendário maia, disponível em http://abr.io/1mqc
- Cenas do filme “Apocalypto”, disponíveis em http://abr.io/1mqe
- Cópias da reportagem “Queda da civilização maia foi causada por causada por leve seca”, publicada em Veja.com, para todos os alunos (disponível em http://abr.io/1mq3).
- Charge do calendário maia, em http://abr.io/1mqo
- Computador com acesso à internet ou aparelho de televisão com DVD para exibir as cenas do filme.
Desenvolvimento
1ª aulaExplique que nesta e nas próximas aulas vocês irão discutir a civilização Maia, sua importância e principais realizações. Pergunte aos alunos o que eles sabem sobre este povo e, com base nas respostas, informe que muito antes da chegada dos colonizadores europeus no continente Americano, no final do século 15, o território já era habitado por diferentes povos indígenas, cuja diversidade cultural – língua, costumes e tradições – refletiram no modo de organização econômica, social e política. Explique que os Maias habitavam a península de Yucatán, na América Central.
Mostre o mapa da América pré-colombiana e indique a localização da civilização. Depois, explique à turma que as origens dessa civilização remontam ao ano 300 e que o seu apogeu deu-se entre os séculos 6 e 8.
Reflita que, diferentemente dos Incas e dos Astecas, os Maias não constituíram um império unificado, uma vez que os centros cerimoniais nunca se uniram sob um governo único – eles se organizavam em cidades-estado independentes. Quando os povos das cidades-estado entravam em guerra, a cidade derrotada era controlada pela cidade vitoriosa.
Prossiga em sua aula expositiva e conte que a base econômica da civilização Maia era a agricultura, sendo o milho o principal componente da dieta alimentar. Trabalhe a imagem da estatueta que representa o deus Yum Kaax (o deus do milho, da natureza e da agricultura) e mostre para os alunos como a religiosidade permeava toda a vida dos ameríndios da península do Yucatán, no México. Mostre, também, imagens das pirâmides maias (você pode distribuir as cópias da reportagem de Veja aos alunos neste momento) e dos templos para a realização de rituais religiosos. Seus alunos já viram estas pirâmides antes?
Com base nas respostas, discuta a composição da sociedade maia e explique que era formada por três camadas: a elite, composta por sacerdotes, governantes e chefes militares; a camada intermediária dos escribas, pintores e escultores; e a camada inferior, formada por camponeses e artesãos. Destaque que na construção tanto das pirâmides maias, como nos palácios e observatórios astronômicos eram utilizadas mão de obra camponesa e artesã. Relativize também o papel da mulher nessa sociedade, uma vez que os laços matrimoniais ajudavam a selar alianças entre diferentes povos maias.
2ª aulaRetome os conteúdos trabalhados na aula anterior sobre os principais feitos dos Maias (construções, templos e esculturas), destacando a escrita, o sistema de numeração e o calendário. Uma das principais fontes escritas deixadas pelos Maias foram os códices – espécies de livros produzidos com material orgânico, fibra vegetal, como folhas e cascas de árvores e outros materiais. A escrita maia também foi chamada de hieróglifo, pela aparente semelhança com a escrita egípcia, com seus desenhos e símbolos. Porém, ressalte que ambas não possuem nenhuma relação entre si.
Explique que além dos códices, foram encontrados escritos maias em placas de pedras, paredes de construções e em cerâmicas. Apesar dos “hieróglifos” maias ainda não terem sido totalmente decifrados, foi possível entender parte de sua história, seu sistema de numeração, originado através da contagem dos dedos dos pés e das mãos; seu conhecimento astrológico, que permitiu o desenvolvimento de um complexo calendário, a partir do qual foram feitas inúmeras profecias.
Em seguida, mostre aos alunos a imagem do calendário maia e discuta com eles como, naquela época, esse povo foi capaz de calcular os dias e os anos com uma exatidão muito próxima aos dias de hoje. Discorra sobre os calendários utilizados pelos sacerdotes maias, o religioso com 260 dias, e o civil, com 365 dias. Destaque que uma nova era iniciava-se a cada 52 anos, quando os dois calendários coincidiam. E em comemoração a essa nova era, novos templos eram construídos sobre os antigos.
Conte que para a civilização Maia o tempo era cíclico. Reflita com os alunos como essa percepção cíclica do tempo tem relação com o temor constante de que o mundo fosse acabar e, portanto, como a função do sacerdote era importante para calcular os eventos futuros.
Para finalizar, selecione cenas do filme “Apocalypto” e aprofunde a discussão sobre a questão dos sacrifícios realizados aos deuses – necessários para a sobrevivência dos mesmos e da própria população –, sobre as profecias maias e sobre a influência dos calendários e da religiosidade na vida cotidiana desse povo.
3ª aulaPeça aos alunos que peguem suas cópias da reportagem de Veja.com e proponha uma leitura coletiva do texto. Com base na reportagem, discuta como eventos de origem natural contribuíram para a queda da civilização Maia. Uma sugestão de encaminhamento da discussão é relacionar as informações apresentadas aos problemas ambientais que afligem a humanidade atualmente (aquecimento global, intempéries climáticas etc.), questionando o porquê de profecias do fim do mundo, como a Maia, ainda possuírem tanta força no imaginário atual.
Retome as diferentes perspectivas de tempo entre a nossa civilização e a Maia, uma linear, a outra cíclica, e demonstre como as duas percepções estabelecem visões diferentes sobre o fim do mundo. Depois, apresente aos alunos a charge do calendário Maia, disponível em http://abr.io/1mqo.
Em seguida, organize grupos de no máximo quatro pessoas e peça que discutam entre si como a nossa interpretação atual sobre as profecias podem estar mais relacionadas aos nossos medos contemporâneos, do que aos medos da civilização Maia.
Finalize solicitando a cada grupo que redija um texto argumentativo, enumerando as principais características da civilização estudada, destacando a influência da cultura maia na atualidade.
Avaliação
Durante as aulas, sobretudo nos momentos de discussão e reflexão propostos, atente para a participação dos alunos e verifique se os conteúdos foram apreendidos. O debate em grupo e os textos entregues ao fim da terceira aula devem mostrar se todos compreenderam as principais características da civilização Maia, a sua importância, principais realizações e como o seu legado cultural ainda permeia o imaginário da sociedade atual.
Consultoria Vanessa Silva de Faria
Mestre em História pela Universidade Federal de Juiz de Fora e professora de História na Escola Estadual João Augusto da Silva Barreto, em Santa Bárbara do Monte Verde - MG.
FONTE: REVISTA NOVA ESCOLA
Mestre em História pela Universidade Federal de Juiz de Fora e professora de História na Escola Estadual João Augusto da Silva Barreto, em Santa Bárbara do Monte Verde - MG.
FONTE: REVISTA NOVA ESCOLA
LINKS INTERESSANTES!!!!!!
Olá historiadores e simpatizantes!!!
Segue alguns links interessantes mandados pelo Profº Rodrigo.
Valeu, Rodrigo, continue mandando vídeos e artigos interessantes...
E vocês colegas, mandem para postarmos no BLOG.
Palestra do historiador Peter Burke: http://www.cpflcultura.com.br/site/2011/08/22/quem-cuida-de-quem-%E2%80%93-peter-burke/
Palestra com a historiadora Mary Del Priore: http://www.cpflcultura.com.br/site/2012/01/24/o-casamento-entre-o-amor-e-o-sexo-o-cuidado-e-feminino-%E2%80%93-mary-del-priore/
Entrevista com o escritor Tariq Ali: http://globotv.globo.com/globo-news/milenio/t/programas/v/conheca-os-ideais-politicos-do-escritor-tariq-ali/1720690/
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Palestra do historiador Peter Burke: http://www.cpflcultura.com.br/site/2011/08/22/quem-cuida-de-quem-%E2%80%93-peter-burke/
Palestra com a historiadora Mary Del Priore: http://www.cpflcultura.com.br/site/2012/01/24/o-casamento-entre-o-amor-e-o-sexo-o-cuidado-e-feminino-%E2%80%93-mary-del-priore/
Entrevista com o escritor Tariq Ali: http://globotv.globo.com/globo-news/milenio/t/programas/v/conheca-os-ideais-politicos-do-escritor-tariq-ali/1720690/
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Morria no dia 15 de Fevereiro de 1965 - Nat King Cole
Nat King Cole, 46 anos, morreu em um hospital de Hollywood, Estados Unidos, de câncer de pulmão, depois de cantar durante vinte e nove anos nas principais cidades do mundo, interpretando canções de jazz como Saint Louis Blues, Too Young, Fascination, Unforgetable e Bailerina.
A doença que o levou à morte foi diagnosticada um ano antes, quando sentia dificuldades para respirar. Nat precisou tirar um dos pulmões e, pouco antes de falecer, não tinha fôlego nem mais para falar. Mesmo depois da cirurgia, Nat não parou de fumar – o cantor tinha hábito de consumir cerca de três maços de cigarro por dia. A viúva Maria Cole disse que o marido morreu sem sentir, apenas com um olhar de tristeza. “É nessas ocasiões que uma mulher tem que ser forte e ter coragem. Com certeza Nat consolou-se nisso antes que tudo acabasse”, declarou à imprensa um dia após a morte do cantor.
Em 1959, Nat King Cole passou pelo Rio de Janeiro, ocasião em que se apresentou no Maracanazinho, em um show que lotou o estádio, sendo a maior consagração feita no Brasil a um cantor norte-americano até então.
“A vida inteira tenho ouvido, cantado e amado os spirituals que, para mim, representam a expressão máxima da música norte-americana, no que ela tem de melhor”, afirmou o cantor certa vez, ao se referir ao seu hit Every Time I Feel the Spirits.
Cole era um cantor realizado: gravara mais de 600 músicas. Sua voz agradável e marcante era comparada por críticos musicais ao “rumor da brisa crepuscular”. Cole também fez história no cinema, tendo atuado em mais de 20 filmes de Hollywood, sempre como cantor ou pianista. O garoto pobre do Alabama, cujo primeiro salário foi fixado em um dólar e meio por noite (na época em que liderava uma pequena banda), jamais imaginou que faturaria, poucos anos depois, cerca de 500 milhões de dólares por ano e mobilizaria multidões de fãs enlouquecidos para ouví-lo cantar.
A doença que o levou à morte foi diagnosticada um ano antes, quando sentia dificuldades para respirar. Nat precisou tirar um dos pulmões e, pouco antes de falecer, não tinha fôlego nem mais para falar. Mesmo depois da cirurgia, Nat não parou de fumar – o cantor tinha hábito de consumir cerca de três maços de cigarro por dia. A viúva Maria Cole disse que o marido morreu sem sentir, apenas com um olhar de tristeza. “É nessas ocasiões que uma mulher tem que ser forte e ter coragem. Com certeza Nat consolou-se nisso antes que tudo acabasse”, declarou à imprensa um dia após a morte do cantor.
Em 1959, Nat King Cole passou pelo Rio de Janeiro, ocasião em que se apresentou no Maracanazinho, em um show que lotou o estádio, sendo a maior consagração feita no Brasil a um cantor norte-americano até então.
A vida de músico de Nat começou aos quatro anos de idade, quando tocava órgão na igreja de seu bairro, incentivado pelo pai, que era pastor. Aos 17 anos mudou-se com a família para Chicago e lá começou uma pequena banda, que depois se transformou no trio de Nat King Cole, que ficou famoso por cantar músicas de jazz e spirituals (música religiosa da cultura afro-americana).
“A vida inteira tenho ouvido, cantado e amado os spirituals que, para mim, representam a expressão máxima da música norte-americana, no que ela tem de melhor”, afirmou o cantor certa vez, ao se referir ao seu hit Every Time I Feel the Spirits.
Cole era um cantor realizado: gravara mais de 600 músicas. Sua voz agradável e marcante era comparada por críticos musicais ao “rumor da brisa crepuscular”. Cole também fez história no cinema, tendo atuado em mais de 20 filmes de Hollywood, sempre como cantor ou pianista. O garoto pobre do Alabama, cujo primeiro salário foi fixado em um dólar e meio por noite (na época em que liderava uma pequena banda), jamais imaginou que faturaria, poucos anos depois, cerca de 500 milhões de dólares por ano e mobilizaria multidões de fãs enlouquecidos para ouví-lo cantar.
A coragem de dizer não.
Foto histórica de um homem que se recusou a fazer a saudação nazista cai na internet e faz sucesso nas redes sociais
Contrariando a atração à frivolidade das mensagens virais que tomam a internet, uma antiga foto de um homem que se recusou a fazer o cumprimento nazista se espalha pelo Facebook e faz sucesso na rede mundial de computadores. Enquanto dezenas de pessoas saúdam o Terceiro Reich, o homem permanece de braços cruzados e com um semblante de desdém.
A imagem foi feita em 1936 – em plena Alemanha Nazista – no Porto de Hamburgo, onde a multidão se aglomerava para assistir ao lançamento de um navio militar. O cidadão se chamava August Landmesse e era operário do estaleiro de Hamburgo. Apesar de ter ingressado no Partido Nazista em 1931, ele foi expulso em 1935 por ser casado com uma judia. A união lhe valeu duas filhas e a prisão por “desonrar a raça ariana”. Em 1941, August foi libertado e enviado à guerra. Em pouco tempo no campo de batalha foi dado como desaparecido em combate e declarado morto. Já a mulher de August teria sido presa pela Gestapo, a polícia secreta nazista, e depois desaparecido.
A história veio à tona apenas em 1991, quando August foi identificado. Ao ver a foto num jornal alemão, Irene, uma de suas filhas, o reconheceu. Enquanto sua irmã foi morar com a avó materna, Irene foi enviada a um orfanato e depois adotada. Em 1996, ela escreveu um livro contando a história da família.
A imagem, que já foi curtida quase 100 mil vezes e compartilhada outras 40 mil, foi publicada no último sábado (dia 4) na página do Facebook do movimento Senri No Michi – uma organização criada após o terremoto e o tsunami de 2011 do Japão, com o objetivo de divulgar ações de caridade.
Fonte: Revista História
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
O DIA NA HISTÓRIA - 20 de dezembro de 1989 – EUA invadem o Panamá
EUA invadem o Panamá
Na maior operação num país latino-americano desde a invasão da República Dominicana em 1965, os Estados Unidos invadiram o Panamá com o objetivo explícito de derrubar o regime do general Manoel Noeriega, capturá-lo e deportá-lo aos EUA para julgamento por tráfico de drogas; Realizada por 23 mil homens, somados os 13 mil soldados americanos permanentemente estacionados nas bases do Canal aos dez mil enviados especialmente para a missão, a operação, que contou com tanques blindados, helicópteros e foi batizada de Operação Justa Causa, começou à 1h da madrugada e foi anunciada pelo presidente George Bush às 7h20 da manhã, pela televisão. O secretário de Estado James Baker informou que os EUA souberam que o general Noriega planejava atacar bases americanas na Zona do Canal, depois de declarar um estado de guerra contra os EUA, o que proporcionou uma justificativa legal para a intervenção militar americana – o tratado do Canal assinado em 1977 dava aos EUA poderes para “defender o canal em tempo de guerra ou quando o presidente dos EUA considerasse que a guerra era iminente”.
“Tomei essa decisão depois de chegar à conclusão de que todas as outras vias tinham sido fechadas”, disse Bush, referindo-se aos longos meses de confronto com Noriega. Em seu anúncio, Bush afirmou ainda que “os principais objetivos militares haviam sido alcançados”, e que Noriega havia sido substituído no poder por Gulhermo Endara, vencedor das eleições realizadas em maio e posteriormente anuladas. Nada disso estava confirmado, porém, ao cair da noite. Os combates continuaram, ainda que menos intensos ao longo do dia, e havia notícias de 14 soldados americanos e 100 panamenhos mortos, além de uma mulher civil. Noriega desapareceu, e fo atribuído a ele o comando da resistência aos invasores. Entre outras ações, grupos fiéis a Noriega invadiram o principal hotel da Cidade do Panamá, o Marriot, e tomaram 41 estrangeiros como reféns, inclusive vários americanos.
Pela primeira vez em 75 anos de existência o Canal do Panamá foi fechado, como prevenção contra manobras de sabotagem. Houve saques e atos de vandalismo, num ambiente em que a maior preocupação, para os americanos, eram os Batalhões da Dignidade – grupos paramilitares que, criados por Noriega para defender o regime, demonstravam uma capacidade de ação aparentemente maior do que calculava o governo de Washington.
Fonte: http://jblog.com.br/hojenahistoria.php?itemid=17965
Na maior operação num país latino-americano desde a invasão da República Dominicana em 1965, os Estados Unidos invadiram o Panamá com o objetivo explícito de derrubar o regime do general Manoel Noeriega, capturá-lo e deportá-lo aos EUA para julgamento por tráfico de drogas; Realizada por 23 mil homens, somados os 13 mil soldados americanos permanentemente estacionados nas bases do Canal aos dez mil enviados especialmente para a missão, a operação, que contou com tanques blindados, helicópteros e foi batizada de Operação Justa Causa, começou à 1h da madrugada e foi anunciada pelo presidente George Bush às 7h20 da manhã, pela televisão. O secretário de Estado James Baker informou que os EUA souberam que o general Noriega planejava atacar bases americanas na Zona do Canal, depois de declarar um estado de guerra contra os EUA, o que proporcionou uma justificativa legal para a intervenção militar americana – o tratado do Canal assinado em 1977 dava aos EUA poderes para “defender o canal em tempo de guerra ou quando o presidente dos EUA considerasse que a guerra era iminente”.
“Tomei essa decisão depois de chegar à conclusão de que todas as outras vias tinham sido fechadas”, disse Bush, referindo-se aos longos meses de confronto com Noriega. Em seu anúncio, Bush afirmou ainda que “os principais objetivos militares haviam sido alcançados”, e que Noriega havia sido substituído no poder por Gulhermo Endara, vencedor das eleições realizadas em maio e posteriormente anuladas. Nada disso estava confirmado, porém, ao cair da noite. Os combates continuaram, ainda que menos intensos ao longo do dia, e havia notícias de 14 soldados americanos e 100 panamenhos mortos, além de uma mulher civil. Noriega desapareceu, e fo atribuído a ele o comando da resistência aos invasores. Entre outras ações, grupos fiéis a Noriega invadiram o principal hotel da Cidade do Panamá, o Marriot, e tomaram 41 estrangeiros como reféns, inclusive vários americanos.
Pela primeira vez em 75 anos de existência o Canal do Panamá foi fechado, como prevenção contra manobras de sabotagem. Houve saques e atos de vandalismo, num ambiente em que a maior preocupação, para os americanos, eram os Batalhões da Dignidade – grupos paramilitares que, criados por Noriega para defender o regime, demonstravam uma capacidade de ação aparentemente maior do que calculava o governo de Washington.
Fonte: http://jblog.com.br/hojenahistoria.php?itemid=17965
Senado pede informações a ministro da Educação
BRASÍLIA, 20 Dez (Reuters) - A Mesa Diretora do Senado aprovou nesta terça-feira um pedido de informações ao ministro da Educação, Fernando Haddad, para que ele explique denúncias de contratação de uma empresa de fachada por um órgão ligado à pasta.
Mais cedo, o senador Cícero Lucena (PSDB-PB), informou erroneamente que o requerimento aprovado era para que o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, explicasse por escrito suas atividades de consultoria antes de assumir o ministério.
"Ele (Lucena) respondeu que tinha sido aprovado, porque confundiu com um outro requerimento de minha autoria, pedindo informações do ministro Haddad", disse o líder do PSDB, Alvaro Dias (PR), autor dos pedidos para que os dois ministros prestem explicações.
O equívoco também foi confirmado pela secretária-geral da Mesa Diretora do Senado Federal, Cláudia Lyra. Segundo ela, o requerimento que pede explicações a Pimentel ainda não foi analisado, pois ainda não foi designado um relator.
De acordo com Dias, o requerimento para que Pimentel preste explicações só deve ser analisado no ano que vem.
Na quinta-feira da última semana, o líder do PSDB no Senado encaminhou o requerimento de informações à Mesa. No documento, o líder tucano pede detalhes sobre as consultorias prestadas por Pimentel antes de assumir o comando do MDIC e após deixar a prefeitura de Belo Horizonte.
Dias pede também que Pimentel envie cópias das notas fiscais emitidas pelos serviços prestados.
A partir do momento em que receber o requerimento, Pimentel, amigo da presidente Dilma Rousseff desde os tempos em que combateram o regime militar, terá 30 dias para enviar as explicações.
Segundo reportagens publicadas pela imprensa, o ministro teria recebido 2 milhões de reais pelas consultorias prestadas por sua empresa. Pimentel argumenta que o valor é menor do que o informado e compatível com a remuneração do mercado para executivos.
A mídia também divulgou que uma das empresas que contrataram a consultoria do atual ministro manteve contratos com a prefeitura da capital mineira quando Pimentel era prefeito, e que ele teria recebido por palestras que não deu.
Informações divulgadas pela imprensa geraram suspeitas de tráfico de influência que levaram Antonio Palocci a deixar em junho o cargo de ministro-chefe da Casa Civil, após a divulgação de dados relacionados à sua empresa de consultoria. Na ocasião, ele negou-se a divulgar a relação de clientes para os quais prestou serviços antes de assumir a Casa Civil.
Desde o início do governo Dilma, sete ministros já deixaram os cargos, seis deles em meio a denúncias de irregularidades.
(Reportagem de Maria Carolina Marcello) - Agência Reuters
Mais cedo, o senador Cícero Lucena (PSDB-PB), informou erroneamente que o requerimento aprovado era para que o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, explicasse por escrito suas atividades de consultoria antes de assumir o ministério.
"Ele (Lucena) respondeu que tinha sido aprovado, porque confundiu com um outro requerimento de minha autoria, pedindo informações do ministro Haddad", disse o líder do PSDB, Alvaro Dias (PR), autor dos pedidos para que os dois ministros prestem explicações.
O equívoco também foi confirmado pela secretária-geral da Mesa Diretora do Senado Federal, Cláudia Lyra. Segundo ela, o requerimento que pede explicações a Pimentel ainda não foi analisado, pois ainda não foi designado um relator.
De acordo com Dias, o requerimento para que Pimentel preste explicações só deve ser analisado no ano que vem.
Na quinta-feira da última semana, o líder do PSDB no Senado encaminhou o requerimento de informações à Mesa. No documento, o líder tucano pede detalhes sobre as consultorias prestadas por Pimentel antes de assumir o comando do MDIC e após deixar a prefeitura de Belo Horizonte.
Dias pede também que Pimentel envie cópias das notas fiscais emitidas pelos serviços prestados.
A partir do momento em que receber o requerimento, Pimentel, amigo da presidente Dilma Rousseff desde os tempos em que combateram o regime militar, terá 30 dias para enviar as explicações.
Segundo reportagens publicadas pela imprensa, o ministro teria recebido 2 milhões de reais pelas consultorias prestadas por sua empresa. Pimentel argumenta que o valor é menor do que o informado e compatível com a remuneração do mercado para executivos.
A mídia também divulgou que uma das empresas que contrataram a consultoria do atual ministro manteve contratos com a prefeitura da capital mineira quando Pimentel era prefeito, e que ele teria recebido por palestras que não deu.
Informações divulgadas pela imprensa geraram suspeitas de tráfico de influência que levaram Antonio Palocci a deixar em junho o cargo de ministro-chefe da Casa Civil, após a divulgação de dados relacionados à sua empresa de consultoria. Na ocasião, ele negou-se a divulgar a relação de clientes para os quais prestou serviços antes de assumir a Casa Civil.
Desde o início do governo Dilma, sete ministros já deixaram os cargos, seis deles em meio a denúncias de irregularidades.
(Reportagem de Maria Carolina Marcello) - Agência Reuters
2012 - Dizem por aí que o mundo acabará em 21 de dezembro de 2012, data em que teria terminado o ciclo de contagem do tempo do calendário Maia. Mas será esta a verdadeira interpretação da data?
O Armagedon tem uma nova data. E como nas outras ocasiões em que o fim do mundo foi anunciado, surgiram inúmeras especulações sobre o trágico “espetáculo” do Juízo Final. Curiosamente, ao contrário do ano 1000 e das previsões de vários “profetas” que desfiaram um rosário de eventos apocalípticos, não se mencionou a volta do Messias, Jesus Cristo na tradição cristã. Talvez porque a tão falada profecia esteja ligada aos maias – civilização que se desenvolveu na Península de Yucatán, no sul do México, e na América Central, em regiões que hoje fazem parte da Guatemala, de El Salvador e de Honduras. Eles eram politeístas, ou seja, adoravam várias divindades, ligadas à natureza.

Mas o que está no centro das recentes especulações apocalípticas é um dos diversos elementos da cultura maia que chegaram até os nossos dias: seu método de contagem do tempo. Eles idealizaram dois calendários: o religioso, com base na Lua, chamado Tzolkim(relacionado a aspectos da vida humana), tinha 260 dias divididos em 13 meses com 20 dias (kins) cada; o outro, Haab, mais parecido com o nosso, era o calendário agrícola (que organizava as etapas do plantio e da colheita), com 365 dias repartidos em 18 meses de 20 dias. Hábeis matemáticos, criaram um complexo sistema de sincronização – a “Roda Calendárica” – desses dois calendários, nada fácil de explicar. Em linhas muito gerais, a cada 52 voltas do Haab (um ciclo de 18.980 dias) correspondia um novo século, quando era realizada a cerimônia do fogo novo.
Momento de renovação
Para os maias, o fim de um ciclo é um momento de renovação, o início de uma nova era – o que desencadeou uma onda de mitos sobre o fim do mundo. O principal diz que o mundo acabará em 21 de dezembro de 2012. O dia é significativo no calendário justamente porque indica o fim de um ciclo e o início de outro, mas nenhum registro daquela civilização autoriza a afirmar que o mundo acabará naquela data, segundo Anthony F. Aveni, professor de Astronomia e Antropologia da Colgate University, de Nova York.
Outras versões dão conta de que um tal Planeta Nibiru (ou Planeta X) estaria em rota de colisão com a Terra, o que não seria possível, pois, além de não haver dados concretos sobre a sua existência, se fosse entrar em choque com a Terra no ano que vem, hoje já poderia ser visto a olho nu, segundo o astrônomo Marcelo Gleiser. O professor de Astronomia e Filosofia Natural do Dartmouth College, nos Estados Unidos, ainda desmente a suposição de que um alinhamento galáctico envolvendo o Sol, a Terra e o centro da galáxia destruirá nosso planeta. Só que esse fenômeno acontece todo mês de dezembro.
“Esse frenesi todo é irracional”, garante Marcelo Gleiser. Mas serviu, mais uma vez, de inspiração para a poderosa indústria cinematográfica norte-americana, que levou às telas “2012: o ano da profecia” (2009), uma superprodução que consumiu 200 milhões de dólares. Sucesso de bilheteria em vários países, como o Brasil, o filme mostrou que os mitos nascidos da credulidade humana ainda são generosas fontes de lucros. E, de quebra, enalteceu o esforço de reconstrução do mundo pelos Estados Unidos.
Este artigo foi publicado na RHBN 63, Profecias. Para saber mais sobre previsões antigas sobre o fim do mundo, ler o dossiê desta edição
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As Constituições brasileiras
Uma relação com algumas características das setes Constituições do Brasil, do Império à República.
Constituição de 1824
Constituição imperial do Brasil, promulgada em 25 de março de 1824. Parlamentarista e calcada no modelo inglês, acrescentou aos três poderes clássicos o poder moderador. Permitia a escravidão e negava os direitos políticos, vinculados à renda mínima anual, às mulheres, criados e religiosos.
Constituição de 1891
Primeira constituição republicana do Brasil, promulgada em 24 de fevereiro de 1891. Representou o pensamento liberal americano e levou ao estabelecimento do presidencialismo e do federalismo. Impôs a divisão de poderes, aboliu o poder moderador e instituiu o sufrágio universal masculino. Permitiu o voto a descoberto, fonte de muitas das fraudes eleitorais da República Velha e nenhuma referência fez às garantias sociais dos trabalhadores.Constituição de 1934
Segunda constituição republicana do Brasil, promulgada em 16 de julho de 1934. Primeira a considerar a posição social dos trabalhadores, instituiu a justiça trabalhista. Inspirada nas constituições alemã e espanhola.
Constituição de 1937
Terceira constituição republicana do Brasil, outorgada em 10 de novembro de 1937 por Getúlio Vargas. Ampliou o poder e o mandato do presidente da república, restringiu a autonomia do judiciário, dissolveu os órgãos legislativos e declarou o estado de emergência. Inspirada nas constituições ditatoriais e anticomunistas da Europa da época, serviu de estrutura legal ao regime ditatorial.
Constituição de 1946
Quarta constituição republicana do Brasil, promulgada em 18 de setembro de 1946. Baseou-se na de 1934. De caráter liberal, evidenciou as múltiplas tendências políticas representadas na constituinte. Admitiu o exercício, pela União, do monopólio de indústrias e atividades, manteve o regime federativo e o sistema presidencial. Garantiu o direito de propriedade e ampliou as conquistas trabalhistas do Estado Novo. Foi revogada em 1967 pela ditadura militar.
Constituição de 1967
Quinta constituição republicana do Brasil, promulgada em 24 de janeiro de 1967. Preparada pelo governo militar e aprovada pelo Congresso sem discussão, foi praticamente revogada pelo Ato Institucional nº 5, de 1968, e modificada a partir da emenda constitucional nº 1, de 1969.
Constituição de 1988
Sexta constituição republicana do Brasil, promulgada em 5 de outubro de 1988. Restringiu o conceito de empresa nacional e criou novas garantias constitucionais, como o mandado de injunção e o habeas data. Qualificou como crimes inafiançáveis a tortura e as ações armadas contra o estado democrático e a ordem constitucional, determinou a eleição direta do presidente, governadores e prefeitos e ampliou os poderes do Congresso. Sofreu revisão a partir de 1995.
terça-feira, 29 de novembro de 2011
PIADAS DE HISTORIADOR
Piada de Historiador¹
Sabe qual é a pior mentira de um historiador?
Chegar para você e dizer: "Tenho uma novidade pra te contar!"
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Por que Perón não teve filhos?
Porque sua mulher Evita?
Não, porque ele OPERÓN!
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Qual era o perfume mais detestado por Carlota Joaquina?
"Brasil Colônia".
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Historiador apaixonado: Você é a revolução industrial que faltava na minha vida artesanal e de manufatura.
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Qual o time favorito do Cristóvão Colombo? Náutico. E do Dom Pedro II? Benfica. E do Nero? Botafogo.
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Pedro Álvares CaBROWN.
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O que o professor de história de Grécia vestia? Camisa APOLO, que HERA moda e dava ARES clássicos!
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Qual é o carro do historiador?
- Renault CLIO.
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¹ Só mesmo piadas feitas por/para historiadores precisam de nota de rodapé explicando que se trata de uma piada.
O poder da educação? Para refletirmos
Era mais uma das tardes de calor torrencial na capital do mormaço (expressão eternizada pelo Poeta Márcio Souza para descrever o calor intenso de Manaus.) A maioria dos professores de mau humor, resmungavam tentando explodir o relógio que corria aceleradamente para encerrar o intervalo.
A pedagoga tentando vencer a inercia de alguns e a carranca de muitos exclamou: - gente semana que vem teremos as comemorações pelo dia do estudante, e gostaríamos que vocês indicassem os melhores alunos de suas disciplinas para que eles recebam uma homenagem.
Um dos professores meneou a cabeça e não se conteve: - Homenagem? pelo que? Não fazem mais do que a obrigação deles... - No meu tempo não tínhamos livros, farda, ou merenda (Como se na atualidade todos os alunos tivesse disponíveis estas coisas!!!). Eu continuei com os olhos no livro, tentando me manter vivo, repetindo pra mim mesmo: Eu não sou uma planta, eu não sou uma planta, meus alunos não tem culpa se eu ganho pouco, se o ar condicionado da sala não funciona ou se a lousa caiu!
Rapidamente ao olhar os diários e lembrar entre os 50 a 55 pequenos que se apertam nas turmas escolhi meu pequeno representante (quem sabe um Marc Bloch reencarnado em um corpo franzino na periferia de Manaus). Para meu espanto e até frustração (queria indicar quase uma revelação, dizer, eu educador que sou descobri um diamante que pode ser lapidado, um Neymar das letras por assim dizer).
O aluno que eu indicara fora apontado pela imensa maioria como um destaque, tanto das notas quanto em comportamento, assiduidade, participação. Confesso que fiquei atônico, tentando lembrar da imagem que aquele nome representava. Depois de um tempo lembrei. Pequeno, tímido, olhos atentos, sempre com seu material impecável, quase um pequeno lord. Alguns colegas lembraram esta característica da nossa nova estrela: ele sempre está limpo e assiado! com certeza tem uma família a zelar por ele.
Passam os dias e vem a bendita atividade, mais uma hora cívica chata, onde alunos e professores rezam (mesmo os ateus) para tudo termine rapidamente. Na hora da homenagem, a diretora sorridente anuncia que os professores escolheram o destaque entre os pequeninos e que este aluno iria ganhar uma lembrança.
Todos alegres (nem todos na verdade) esperam que o pequeno herói salte da multidão e venha buscar o seu prêmio, mas para frustração (inclusive a minha) nosso aluno faltou, justo no dia em que ia ser homenageado. Como diria o Senhor Omar da série Todo Mundo odeia o Cris "Trágico!".
Todos alegres (nem todos na verdade) esperam que o pequeno herói salte da multidão e venha buscar o seu prêmio, mas para frustração (inclusive a minha) nosso aluno faltou, justo no dia em que ia ser homenageado. Como diria o Senhor Omar da série Todo Mundo odeia o Cris "Trágico!".
Ao final já na sala dos professores, arrumando minhas coisas comecei a refletir sobre todo o acontecido naquele dia. Nem percebi quando a diretora juntamente com a pedagoga da escola se aproximaram de mim e pediram (quase determinando) que eu as levasse até a casa do aluno destaque daquele ano. Eu como um dos poucos que tinha carro (velho, mas ainda dando no couro) e meio a contra-gosto fui, aliás fomos todos.
Tínhamos apenas um endereço e fomos atrás da casa do nosso pequeno herói. Era perto da escola, mas não nos esqueçamos que estávamos nas profundezas da periferia de Manaus.
Depois de muitas subidas e descidas, ruas esburacadas e quase sem asfalto chegamos a uma grande descida, um ladeirão monstruoso de uma rua sem saída. Descemos e de prontidão fomos procurando a casa do nosso aluno. Ao pararmos na frente de um casebre de madeira, caindo aos pedaços, batemos palmas sendo logo recepcionados por vários pares de olhos pequeninos, uma escadinha de meninos curiosos. Logo atrás uma jovem, de cabelos desgrenhados, meio nervosa veio nos receber.
A diretora logo disse o motivo de nossa visita. A entrega da medalha e do presente ao nosso melhor aluno naquele ano. Ao perguntarmos o motivo da ausência, aquele jovem magricela nos olhou e na sua sabedoria de infante, pobre disparou: -Ah a professora disse que iam me chamar na quadra e eu fiquei com vergonha.
Com vergonha fiquei eu, por ignorar o mundo a minha volta, por desconhecer por completo a dura rotina dos filhos da classe trabalhadora que se aventuram nas nossas escolas públicas de qualidade duvidosa.
Meu pequeno amigo, este texto provavelmente você não lerá (por não ter computador e internet), mas estas palavras não são apenas em sua homenagem. São para lembrar uma história ao mesmo tempo mais bonita e mais triste que a sua. Estas mal traçadas linhas são para relembrarmos a história de Alcides do Nascimento Lins, que filho de uma catadora de lixo, foi aprovado em 2007, em primeiro lugar para o curso e Biomedicina na UFPE e que foi brutalmente assassinado, por um estúpido, talvez pela ausência de políticas públicas nas áreas de periferia.
A morte deste rapaz, não destruiu a sua história de superação. Para que serve a educação?Ainda não tenho uma resposta pronta. Mas estes dois garotos ilustram muito melhor com ações o que a vã filosofia não consegue explicar facilmente. E como diria Engels: uma grama de ação vale mais do que uma tonelada de teoria. E tenho dito.Escrito por Profº Tenner
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Para nós contarmos na sala dos professores...
A DIFERENÇA DO PROFESSOR DE HISTÓRIA COM O DE FÍSICA
O filho do professor de história estava enchendo o saco do filho do professor de física: - Não, meu pai não é doido não... - saiu magoado o filho do professor de física, que foi procurar o pai.
Chegando em casa ele viu o pai na frente do quadro-negro tentando resolver uma questãozinha básica de física quântica. E foi logo falando:
- Que é isso filhinho não é bem assim... papai é professor de física mas ele também gosta de artes, literatura, essas coisas, vou até contar uma historinha pra você: - respondeu o pai, e continuou. - Era uma vez três porquinhos P1, P2 e P3, de respectivas massas M1, M2, e M3, dado um lobo L1...
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Você viu o que estão passando para as nossas crianças?
Olá pessoal que acompanha o blog. Li esta historiografia de Che Guevara no site do EscolaKids e fiquei muito preocupado. Leia:
Em 14 de Junho de 1928, na província de Rosário, Argentina, nasceu Ernesto Guevara de la Serna, mais conhecido como Che Guevara. Teve asma ainda criança e, por conta disso, sua família se mudou para Córdoba, região campestre da Argentina onde o ar é mais puro. Desde pequeno gostava de ler. E por conta do gosto pela leitura, passou no vestibular para Medicina. Quando estava na faculdade desenvolveu uma vontade imensa de ajudar seu próximo. Sendo assim, ao final de seu curso, saiu em uma viagem com seu amigo Alberto para conhecer os lugares mais pobres da América Latina e tratar os doentes, sem cobrar nada.Quando voltou de sua viagem, sua cabeça havia mudado. Che Guevara presenciou tantas injustiças que resolveu fazer algo para mudar a situação. Estudou mais ainda sobre Política, História, Geografia e Filosofia e se alistou no exército revolucionário Cubano. Cuba, assim como vários países da América, estava sendo controlada pelos Estados Unidos. Os cubanos viviam em péssimas condições, sem saúde, sem escolas e sem emprego. E os Estados Unidos contribuíam cada vez mais com o sofrimento dos cubanos. Che conheceu Fidel Castro, líder do exército revolucionário cubano, e junto de outros companheiros, expulsaram os estadunidenses de Cuba.A paz voltou a reinar na Ilha. As crianças voltaram para a escola, os pais voltaram para seus empregos e os cubanos puderam ter uma vida mais digna. O governo cubano investiu em educação, cultura, saúde e nos esportes. Hoje, uma das melhores universidades de medicina se encontra em Cuba. Nos esportes, os cubanos também se destacam, ganhando muitas medalhas nas competições mundiais.No entanto, Che Guevara ainda não estava contente e rumou para Bolívia, a fim de lutar contra os Estados Unidos, novamente. Lá, traído e dedurado por seus companheiros, foi morto covardemente. Che Guevara não está mais entre nós, mas seus ensinamentos ficaram para refletirmos, agirmos e construirmos um novo mundo, sem injustiças, sem fome, sem violência e em paz.
Por D. Júnior
Graduado em História
Equipe Escola Kids
Graduado em História
Equipe Escola Kids
Gostaria de manifestar meu REPÚDIO à promoção da imagem do guerrilheiro e terrorista Ernesto Che Guevara neste site voltado para o público infantil.
Esse tipo de doutrinação ideológica é, antes de tudo, uma violência, um abuso da ignorância infantil e uma exploração intelectual.
Esse tipo de doutrinação ideológica é, antes de tudo, uma violência, um abuso da ignorância infantil e uma exploração intelectual.
O conteúdo desse artigo é amplamente improcedente com a realidade histórica da vida desse homem, que antes de tudo foi um guerrilheiro (nome politicamente correto para um terrorista). Guevara coordenou matanças e matou pessoalmente friamente vários pessoas que discordavam de sua ideologia. Também matou membros de seu próprio grupo sem qualquer prova ou evidência cabível ou aceitável. Defendia o genocídio de populações inteiras que se defrontassem com ele como "obstáculos à revolução comunista". Como ousam apresentar esse homem de comportamento sanguinário e com essa personalidade como um exemplo para nossas crianças? Como têm coragem de enganar distorcendo os fatos e mentindo tão friamente a ponto de transformar um homem tão maldoso num santo? Até quando vamos mascarar suas ações, com filmes e artigos que conspirem a seu favor??
Aí entra o papel do professor de História, para que nossas crianças não sejam enganadas e doutrinadas ideologicamente por estes grupos.
Aí entra o papel do professor de História, para que nossas crianças não sejam enganadas e doutrinadas ideologicamente por estes grupos.
OBS: Esta é uma manifestação pessoal, onde cabe a cada um, profissional da área, explicitar sua opinião.
O artigo citado acima, pelo que pude constatar, foi retirado do ar. Por que será???
CORRUPÇÃO NÃO! VAMOS LEVANTAR ESTA BANDEIRA NAS ESCOLAS.
Olá pessoal do blog. Encaminho uma charge para o mural da escola, vamos acordar nossa juventude e por para fora todos os corruptos que insistem em denegrir nosso país.
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Plano de Carreira dos Professores deve entrar na pauta da Câmara nesta segunda-feira.
Presidente da Câmara, vereador Tio Milton, e os membros da Comissão de Educação na Câmara, vereadores Etelvino Nogueira, João Paulo e Julio Mariano, informam que o Projeto de Lei sobre o Plano de Carreira dos Professores deve entrar na pauta da Câmara, nesta segunda-feira. Junto ao Projeto deverão ser votadas 3 emendas, propostas pela referida Comissão, buscando adequar o Plano às necessidades dos profissionais do Magistério.As alterações constantes nas emendas foram sugeridas aos vereadores, por grupos de professores, assim como pela própria Diretora do Departamento de Educação do Município, Márcia Nunes.Antes de ser encaminhado à pauta, tanto o Projeto quanto as emendas foram amplamente discutidos nas Comissões internas da Casa de Leis, assim como com os próprios profissionais de Ensino. A última reunião realizada para esse fim aconteceu no decorrer desta semana, quando os vereadores mantiveram reunião com um grupo formado por professores, coordenadores e pela Diretora de Educação, onde foram definidas as adequações finais no Plano. Sob nº 65-E, o Projeto sobre o Estatuto e Plano de Carreira e Remuneração dos Profissionais da Educação Básica da Prefeitura de São Roque contempla os Profissionais do Magistério (docentes e suporte pedagógico), tendo como objetivo a valorização da classe e como princípios a gestão democrática da Educação e o aprimoramento da qualidade do Ensino Público Municipal. O Projeto de Lei estabelece, entre outros, o quadro dos profissionais da Educação Básica Pública, as normas especiais sobre a Rede Municipal de Educação Básica, institui o Plano de Cargos e Vencimentos e disciplina a Avaliação de Desempenho. Ele também prevê um aumento de 15% no valor da hora-aula dos docentes.Se aprovado pelos vereadores e, após, sancionado pelo Prefeito, o Projeto torna-se Lei.Para os membros da Comissão de Educação, a aprovação desse Plano é de extrema importância, uma vez que é um instrumento que deve garantir a valorização dos profissionais, assegurando a eles o acesso à carreira, boas condições de trabalho, formação inicial e continuada e uma remuneração condigna. “Além de cumprir a Legislação, a criação do Plano cria uma nova perspectiva quanto à Educação no Município, e isso é muito bom”, finaliza Etelvino Nogueira.Fonte: O Democrata
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Artigo 4º da Lei 11738/08.
Boa tarde a todos! Em reunião com os representantes das escolas sobre o Plano de Carreira dos Professores de São Roque, uma grande "polêmica" norteou-se em nossa discussão, a aplicação do artigo 4º da Lei 11738/08 que determina a destinação de, no mínimo, 1/3 da jornada de trabalho para atividades extraclasses. Muitos alegaram que não devemos pensar nisso agora, pois é algo que pode ou não acontecer.
Em leitura no site da apeoesp, foi confirmado que a SEE cumprirá o presente artigo citado, sendo suas jornadas assim distribuídas:
SITUAÇÃO ATUAL NOVA SITUAÇÃO
JORNADA AULAS HTPC HTPLE AULAS HTPC HTPLE
Devemos estar atentos a estas mudanças que muito nos diz respeito, principalmente por viabilização de acúmulos, pois, em nosso Plano de Carreira em seu Art 35 Parágrafo Unico dispõe de 60 minutos os HTPCs, prejudicando a questão citada acima entre outras, como aumento de carga horária de trabalho, entre outras.
Professores olhos atentos a isso.
Em leitura no site da apeoesp, foi confirmado que a SEE cumprirá o presente artigo citado, sendo suas jornadas assim distribuídas:
SITUAÇÃO ATUAL NOVA SITUAÇÃO
JORNADA AULAS HTPC HTPLE AULAS HTPC HTPLE
| Reduzida 12 horas semanais | 10 | 2 | -.- | 8 | 4 | -.- |
| Inicial 24 horas semanais | 20 | 2 | 2 | 16 | 4 | 4 |
| Básica 30 horas semanais | 25 | 2 | 3 | 20 | 4 | 6 |
| Integral 40 horas semanais | 33 | 3 | 4 | 26 | 6 | 8 |
Devemos estar atentos a estas mudanças que muito nos diz respeito, principalmente por viabilização de acúmulos, pois, em nosso Plano de Carreira em seu Art 35 Parágrafo Unico dispõe de 60 minutos os HTPCs, prejudicando a questão citada acima entre outras, como aumento de carga horária de trabalho, entre outras.
Professores olhos atentos a isso.
RECURSOS DAS ESTIMATIVAS MEC/MF - FUNDEB - SÃO ROQUE
Olá pessoal que acompanha o Blog. Veja estimativas de recursos o fundeb para São Roque este ano.
FUNDEB 2011 Projeções para Municípios
O Instituto Brasileiro de Sociologia Aplicada – IBSA e o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo - APEOESP divulgam projeções sobre os Recursos do FUNDEB para os Municípios do Estado de São Paulo - ano 2011, de acordo com a Portaria Interministerial (Educação / Fazenda) nº 1.459, de 30 de dezembro de 2010, e da Portaria (MEC) nº 873, de 1º de julho de 2010.
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
19 de Agosto - Dia do historiador!
Parabéns a nós historiadores por esta data e pelo reconhecimento de um dia onde é comemorado o trabalho deste profissional, pela nossa importância frente a uma sociedade tão carente de sua memória, de seus feitos e realizações.
Veja como definem o historiador:
"Um historiador é um indivíduo que estuda e escreve sobre a história e é considerado uma autoridade neste campo. Historiadores se preocupam com a narrativa contínua e metódica, bem como a pesquisa dos eventos passados relacionados ao ser humano, e o estudo dos eventos ocorridos ao longo do tempo. Embora o termo historiador possa ser usado para descrever tanto os profissionais quanto os amadores da área, costuma ser reservado para aqueles que obtiveram uma graduação acadêmica na disciplina. Alguns historiadores, no entanto, são reconhecidos unicamente com mérito em seu treinamento e experiência no campo. Tornou-se uma ocupação profissional no fim do século XIX."
Parabéns a todos os historiadores!!!
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Por que ensinar e aprender História? - por Rodrigo Ap. A. Pedroso.
Qual é função da História? Por que precisamos aprender História? Estas são duas importantes questões que costumam ser levantadas tanto por estudantes quanto por pessoas que já não estão mais estudando, ambas são extremamente difíceis de serem respondidas.
A História pode servir a vários objetivos, tudo depende das razões e/ou das intenções do historiador, quando este vai analisar algum objeto ou documento que nos foi deixado por alguém do passado. Ao contrário do que nos mostram os livros didáticos de História, o conhecimento sobre o passado nunca está “pronto e acabado”, o que os livros nos apresentam são apenas uma seleção de determinadas interpretações sobre o passado. A História como ciência é um processo de constante busca, análise, construção e reconstrução com base em indícios deixados por outros que viveram antes de nós.
Partindo disso, é possível atribuir a História a mais variada gama de funções, ela pode servir para justificar situações de dominação e exploração de uma determinada classe social sobre outra; justificar genocídios como os nazistas fizeram; mostrar como a vida no passado era diferente; servir como exemplo para lutas e revoluções; ser apenas um objeto de conhecimento de outras formas de vida e de pensamento, enfim, existem infinitas possibilidades para se usar a História.
Se a História é tão incerta por que ela deve ser ensinada nas escolas? Existem várias respostas para essa pergunta, uma delas é que os governos de vários países, não só do Brasil, têm a necessidade de divulgar a população uma versão do passado, que contribua e/ou legitime uma determinada forma de governo e, crie uma ideia de união nacional, ao ligar todos os cidadãos de um país a um passado em comum: seja como colônia que se libertou do domínio estrangeiro (como é o caso de todos os países da América); seja como nação herdeira de uma cultura antiga de povos “sábios” e “guerreiros” (é o caso de países europeus como França, Grécia, Alemanha etc.).
Em ambos os casos se constrói uma série de marcos históricos visando valorizar datas, locais e heróis que teriam tido um papel importante na formação nacional. O ensino de História voltado somente para a celebração destes marcos reduz muito as possibilidades de uso que a História tem. Não que o ensino desses seja de todo inútil, mas deve ser acompanhado, se possível, de uma contestação. Afinal quem disse que devemos comemorar o dia da Independência no dia 7 de setembro ou o dia de Tiradentes em 21 de abril? Por que não é feriado em 22 de abril dia do descobrimento do Brasil? Por que existe o dia da Consciência Negra? Estas e outras questões podem e devem ser levantadas pelos professores em sala de aula, evidentemente, respeitando-se os estágios de desenvolvimento cognitivo de cada faixa etária.
Outra razão para ensinar História diz respeito à necessidade de sanar uma curiosidade, de descobrir coisas novas, de vislumbrar outras maneiras de viver, de entender melhor o mundo em que vivemos saber de onde poderíamos ter vindo, ou seja, ensinar História para incentivar a busca de conhecimentos. Estimular os estudantes a descobrirem o passado e, também, a discutirem e escreverem suas próprias opiniões.
Como área de conhecimento cientifico a História tem um grande potencial explicativo. Podendo revelar não só diferentes visões do passado, mas também – ao dialogar com outras áreas do conhecimento – explicar como estas se constituíram como conhecimento, explicar de onde vieram nossas estruturas linguísticas, nosso conhecimento sobre matemática, geografia, biologia, química, física, artes etc.
Estas são apenas algumas das razões que fazem da História uma disciplina de fundamental importância para ser ensinada e principalmente discutida em sala de aula. E, mesmo contendo contradições, o aprendizado histórico é extremamente válido e necessário, pois como definiu o historiador francês Marc Bloch “a história é o estudo do homem no tempo” e sem ela não teríamos como ter acesso ao passado para nos servir de exemplo ou somente como fonte de recordação.
Profº Rodrigo Ap. A. Pedroso
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